DETERMINANTES ECONÔMICOS CONTEMPORÂNEOS PARA ESCOLHA DOS LÍDERES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA

As eleições nacionais brasileiras de 2018 consistem em um marco como a primeira vez na história da administração pública brasileira em que houve restrição de doações de pessoas jurídicas. Este artigo tem como objetivo analisar a influência do poder econômico na escolha eleitoral, para o qual é proposto um modelo de previsão baseado em variáveis financeiras e político-ideológicas, identificando se a razão de chance é aumentada para candidatos com maior disposição econômico-financeiras. Propusemos um modelo de regressão logística e estimamos a probabilidade de sucesso na campanha eleitoral e sua relação com as variáveis. Coletamos os dados da base aberta da Justiça Eleitoral brasileira, totalizando um universo de 46.867 candidaturas válidas em 2018 e 2014. Os resultados evidenciam um novo modelo de regressão logística, no qual constatou-se que a condição do candidato buscar sua reeleição é o fator de maior relação com a razão de chances de sucesso eleitoral, ampliando em 6 vezes as chances de um candidato ter sucesso no pleito. As variáveis econômico-financeiras de interesse confirmaram a influência que o poder-econômico tem no processo de escolha eleitoral, da mesma forma como a ideologia dominante no governo central, restando conflitantes os resultados do financiamento por pessoas jurídicas.

Leia o artigo de Jonatas Dutra Sallaberry e Leonardo Flach em http://www.scielo.br/pdf/read/v25n2/1413-2311-read-25-2-119.pdf

 

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